O julgamento entre Elon Musk, OpenAI e Microsoft começa nesta segunda-feira, 27, em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia. Musk busca US$ 150 bilhões em indenização e mudanças na estrutura da OpenAI, líder do ChatGPT. A ação questiona a transição da organização de sem fins lucrativos para lucro.
A acusação sustenta que a OpenAI abandonou a missão original de beneficiar a humanidade e se tornou uma empresa voltada a lucro, favorecendo executivos e investidores, especialmente a Microsoft. Musk afirma ter contribuído com recursos e reconhecimento, sem saber dos planos de transformação.
A defesa da OpenAI argumenta que Musk participou das discussões sobre mudanças estruturais e que a insatisfação pode refletir interesses de controle. A Microsoft afirma ter assegurado a parceria após Musk deixar o conselho.
A lista de documentos do processo traz mensagens internas, incluindo uma anotação de Greg Brockman de 2017 que sugere tensão com Musk. O material expõe disputas de liderança e o peso do dinheiro na corrida pela IA, segundo os documentos legais.
Depoimentos previstos incluem figuras do Vale do Silício, como Musk, Sam Altman e Satya Nadella. Shivon Zilis, ex-conselheira da OpenAI e mãe de filhos de Musk, pode também ser chamada a testemunhar.
O caso coincide com movimentos estratégicos dos envolvidos. A OpenAI encara concorrência de rivais como a Anthropic e cogita abrir capital, o que pode valorizar a empresa em até US$ 1 trilhão. Musk busca fortalecer a xAI, com planos de abertura de capital para a SpaceX nos próximos meses.
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