Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2026, o setor imobiliário registrou alta de 19,3% nas unidades lançadas, frente ao período anterior, conforme indicadores da Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras) em parceria com a Fipe. O dado reforça a recuperação do mercado.
A Abrainc aponta que o desempenho reflete equilíbrio entre os segmentos de renda, mantendo a trajetória de crescimento do setor mesmo diante de desafios macroeconômicos. O analista aponta que a resiliência vem acompanhado de maturidade no ciclo.
O Minha Casa, Minha Vida avançou 20,8% nas opções lançadas, consolidando-se como motor do mercado, segundo o estudo. O segmento Médio e Alto Padrão teve alta de 11,1%, indicando recuperação na oferta de projetos de maior faixa de preço.
Segundo o presidente da Abrainc, Luiz França, os números comprovam confiança na demanda de longo prazo e na estabilidade regulatória. Ele lembra que o MCMV tem funding apoiado pelo FGTS e taxas de juros definidas, o que facilita o acesso à moradia.
França também ressalta a importância da continuidade de políticas estáveis e do uso do FGTS como alavanca. Afirmou que mudanças abruptas podem impactar o ritmo de crescimento, arrecadação e empregos no setor.
Uso do FGTS e cenário macroeconômico
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o FGTS poderá ser utilizado para abater dívidas no novo programa de controle do endividamento. A medida visa ampliar a capacidade de pagamento de famílias endividadas.
Durigan explicou que há limitações quanto ao uso do fundo, definidas por percentual de saque, para manter a garantia do próprio FGTS. A fala ocorreu em meio a discussões sobre flexibilizações de uso do saldo.
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