Em 28 de abril de 1996, o UOL chegou ao Brasil como Universo Online, uma iniciativa do Grupo Folha em parceria com participação indireta e minoritária da empresa. A estreia foi anunciada na primeira página da Folha, destacando o acesso a notícias em tempo real, conteúdos internacionais e serviços online.
Na época, a internet comercial ainda engatinhava, e o portal já oferecia salas de bate-papo, arquivos de texto, guias de lazer e classificados. A imprensa da época descreveu o lançamento como uma revolução na comunicação, sinalizando o início de uma nova era digital no país.
O grupo evoluiu ao longo de três décadas, ampliando a oferta de conteúdo, tecnologia, serviços e meios de pagamento. Atualmente o UOL opera em quatro grandes unidades: Conteúdo e Serviços, PagSeguro PagBank, EdTech e AI/R, com aproximadamente 16 mil funcionários e 70 milhões de visitantes únicos mensais.
O PagSeguro, criado em 2006, foi um marco para a infraestrutura de pagamentos online e para o banco digital PagBank. Em 2018, o PagSeguro realizou uma grande oferta nos EUA, fortalecendo a capacidade de expansão internacional e o desenvolvimento de soluções financeiras.
A história do UOL inclui fusões e aquisições, como a associação com a BOL e investimentos de fundos internacionais que permitiram a abertura de capital na Bovespa em 2005. A partir de 2006, o PagSeguro impulsionou a rentabilidade, apoiando a consolidação do grupo.
O grupo manteve o compromisso com jornalismo independente e de qualidade, ao mesmo tempo em que acelerou a transformação tecnológica. Hoje, o foco está na IA e na expansão de formatos, canais de distribuição e soluções de conteúdo, serviços e entretenimento digital.
Expansão e futuro
O UOL reforça que a presença no mercado brasileiro depende da adaptação a hábitos de consumo e das mudanças tecnológicas. Conteúdos em vídeo, formatos verticais e resumos passam a acompanhar as preferências dos usuários, com canais adicionais como TV própria e apps de TVs conectadas.
Para o grupo, as mudanças previstas com a IA devem ampliar a capacidade de jornalismo e a experiência do usuário, sem abrir mão de ética, credibilidade e pluralidade. A direção afirma que o caminho é crescer no Brasil, ampliar a penetração dos serviços e manter a produção jornalística robusta.
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