A crise de combustível afeta especialmente os aeroportos menores da Europa. O aumento do preço do combustível de jato, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, já provocou cancelamentos de voos por parte de algumas companhias. A situação pode comprometer a viabilidade de pilotos regionais diante de custos elevados e demanda sensível a preços.
A Airports Council Europe alerta que aeroportos regionais enfrentam risco de “ameaça existencial” caso as companhias aéreas reduzam capacidade e aumentem tarifas. O recuo de voos já foi observado, com a Lufthansa eliminando 20 mil voos de verão operados pela sua subsidiária regional CityLine.
Segundo Olivier Jankovec, presidente-executivo da ACI Europe, os níveis atuais de preço do combustível e a perspectiva de uma nova crise de custo de vida podem provocar choque de oferta e demanda nos aeroportos menores. A entidade reforça a vulnerabilidade dessas estruturas após a pandemia.
O panorama vem acompanhado de debate sobre a implementação total do sistema de entrada e saída da UE, o EES, que exige dados biométricos em imigração. A ACI Europe defende suspensão momentânea do EES quando filas longas surgirem, para evitar impactos desproporcionais.
Para a indústria, a crise de combustível pode afetar primeiro a Ásia e, em seguida, a Europa, com a possibilidade de cancelamentos de voos caso o abastecimento se torne insuficiente. Grupos de companhias defendem medidas como alívio de slots para reduzir impactos.
József Váradi, CEO da Wizz Air, aponta que as regras de slots favoreceriam grandes turistas em detrimento das aéreas regionais. O executivo afirma que não espera intervenção governamental para gerir o abastecimento de combustível, sugerindo que ações públicas podem não ser úteis.
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