O Citigroup (Citi) revisou para cima sua projeção do mercado global de inteligência artificial. A estimativa passou de US$ 3,5 trilhões para US$ 4,2 trilhões até 2030, puxada pela adoção acelerada de IA pelas empresas, segundo estudo da instituição.
A previsão de IA corporativa subiu de US$ 1,2 trilhão para cerca de US$ 1,9 trilhão, indicando que a tecnologia passou a integrar a operação diária de grandes companhias. A revisão acompanha um relatório publicado em março, que elevou gastos globais com IA entre 2026 e 2030.
O Citi destaca que grandes provedores de infraestrutura em nuvem, os chamados hyperscalers — Amazon, Microsoft, Alphabet e Meta —, devem investir juntos mais de US$ 630 bilhões em capital em 2026. Parte do mercado ainda foca nos desafios de expandir data centers e no financiamento, aponta o banco.
Banco vê ciclo de produtividade impulsionado pela IA, segundo analistas. Retornos desses investimentos devem aparecer em revisão automatizada de código, eficiência operacional e automação de tarefas repetitivas.
A instituição também relata avanços internos: ferramentas proprietárias de IA já estão disponíveis para 182 mil funcionários em 84 países. A CEO Jane Fraser afirma que a IA generativa economiza cerca de 100 mil horas semanais de trabalho de desenvolvedores por meio de revisões automáticas de código.
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