Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo aponta que empresas investem socialmente mais por reputação que por lucro

Estudo aponta que investimento social corporativo fortalece reputação e relações com stakeholders, mas retorno financeiro direto permanece incerto

Pesquisa recente da organização Comunitas aponta aspectos do alinhamento entre investimento social e negócios
0:00
Carregando...
0:00

O conteúdo divulgado pela Comunitas mostra que o investimento social corporativo é visto mais como gerador de reputação do que de retorno financeiro direto. O estudo analisa a ligação entre ações sociais e resultados de negócios no Brasil. O lançamento ocorreu nesta terça-feira, 28, na sede da B3, em São Paulo.

A pesquisa, realizada em 2025 com abordagem mista, reuniu revisão de literatura, entrevistas e dados quantitativos. Participam da Rede BISC grandes empresas e seus institutos sociais, que atuam no Brasil. Entre os integrantes estão B3 Social, Fundação Cargill, Fundação Sicredi, Instituto C&A, entre outros.

O levantamento aponta que os principais benefícios percebidos estão na reputação, diálogo com stakeholders e licença social para operar. Amplia o vínculo com comunidades e facilita a cobertura positiva na mídia.

Conexão com a reputação

O estudo indica que o alinhamento entre investimento social e negócios tende a fortalecer a imagem da empresa. A percepção envolve melhoria no relacionamento com stakeholders e reconhecimento público, com impactos mais diretos nesse campo do que em métricas financeiras.

Retorno financeiro menos estruturado

Entre os itens avaliados, o acesso a novos mercados, valorização de ações e aumento de vendas aparecem como efeitos menos evidentes. A produção mais inovadora também não é apontada como benefício imediato pelo grupo entrevistado.

Liderança e governança

Patrícia Loyola, diretora da Comunitas, afirma que efeitos reputacionais costumam predominar sobre impactos financeiros. A pesquisa levanta a necessidade de maior integração entre altos cargos e o tema, para ampliar os resultados de negócio.

Ela ressalta que o investimento social pode mitigar riscos, fomentar inovação e estabilizar cadeias produtivas. A executiva cita ainda que, em curto prazo, pode contribuir para enfrentar desafios sociais como escolarização e capacitação profissional.

Protagonismo em áreas estratégicas

O estudo aponta que a participação decisória sobre investimentos sociais está mais presente em lideranças de áreas diversas, como institucional, sustentabilidade e RH, e menos frequente entre CEOs. A governança institucional é citada como crucial para manter a continuidade das ações.

Patrícia Loyola enfatiza a importância de que o investimento social faça parte da agenda dos Conselhos e seja institucionalizado na empresa. O objetivo é evitar que decisões fiquem dependentes de mudanças de liderança.

Caminhos para ampliar o impacto

O documento sugere três frentes prioritárias para ampliar o efeito social dentro das organizações: engajar lideranças e equipes para reconhecer o investimento social como parte do negócio; explicar o funcionamento do terceiro setor aos diferentes líderes; e ajustar o orçamento para refletir a complexidade das ações sem direcioná-lo apenas a interesses privados.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais