O Bitcoin pode alcançar US$ 125 mil até o fim de 2026, segundo Arthur Hayes, cofundador da BitMEX. A aposta se baseia em um novo ciclo de liquidez global decorrente de gastos militares e expansão do crédito nos EUA. A fala ocorreu durante a conferência Bitcoin Vegas 2026.
Hayes afirma que o mercado mudou o foco. Em vez de atribuir impactos ruins à inteligência artificial sobre o crédito, ele observa uma inflação de guerra. Conflitos geopolíticos, especialmente entre EUA e Irã, devem estimular gastos defensivos.
Regulação e crédito
O analista aponta mudanças na regulação bancária dos EUA como motor da projeção. Em destaque, a revisão do ESLR, que reduz exigências de capital e amplia a capacidade de crédito dos bancos. Alega que isso libera liquidez para o sistema financeiro.
Estimativas citadas indicam liberação de cerca de US$ 1,3 trilhão em novos empréstimos. Com efeito multiplicador, o crédito adicional pode chegar a US$ 4 trilhões, segundo Hayes. Mais dinheiro circulando tende a inflacionar ativos.
Papel do Fed e impactos na demanda
Hayes destaca o Federal Reserve como fator de continuidade da liquidez. Mesmo com possíveis mudanças na condução da política, o banco central deve sustentar financiamento da dívida pública, que ultrapassa US$ 38 trilhões.
Segundo o analista, a demanda externa por títulos dos EUA vem perdendo força. Assim, o sistema financeiro doméstico absorve mais dívida, fortalecendo bancos e governo na emissão de crédito.
Observações sobre o caminho até 125 mil
Apesar do otimismo, Hayes admite que a trajetória não será linear. A volatilidade recente levou o Bitcoin a recuar, após um período de deflação de crédito atribuído à IA. O cenário atual, porém, seria de maior liquidez e menor restrição monetária.
A projeção aponta para um novo ciclo de alta com a combinação de gastos públicos, crédito ampliado e liquidez estável. O prognóstico é de valorização do Bitcoin até o fim de 2026.
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