Depois dos dois meses de conflito no Oriente Médio, a indústria de plásticos brasileira registra aumento nos insumos. O polietileno de baixa densidade, matéria-prima essencial, viu o preço subir de forma abrupta. O setor aponta impactos diretos na cadeia produtiva.
Hoje, o quilo do polietileno de baixa densidade está cotado em cerca de R$ 22,00, ante R$ 9,60 antes da guerra. O avanço chega a 130% e eleva o custo das fábricas, que usam em média quatro toneladas diárias desse material na linha de produção.
O resultado é um aumento médio de 60% nos preços dos produtos acabados, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico. O movimento afeta também diesel, gasolina e gás, usados na indústria e no transporte.
Essa pressão atinge um setor composto por 12.600 empresas, que empregam diretamente 387 mil pessoas. O choque de custo preocupa a economia e a competitividade das cadeias de suprimento nacionais.
Impactos no setor
A associação defende medidas para mitigar o impacto. Entre as propostas está a redução de tarifas de importação de resinas plásticas, visando aliviar a elevação de custos para as fábricas.
Perspectivas e próximos passos
Especialistas apontam que o mercado pode permanecer volátil enquanto durar o conflito. Empresas avaliam estratégias de ajuste de moldes, renegociação de contratos e busca por fontes alternativas de matéria-prima.
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