O mercado espera mais um recuo da taxa Selic na próxima reunião do Copom, nesta semana. Economistas projetam queda de 0,25 ponto porcentual, levando a Selic a 14,5% ao ano, com anúncio para quarta-feira.
A pressão vem da continuidade do conflito no Oriente Médio, que mantém o petróleo perto de US$ 100 o barril, e de sinais de inflação mais estáveis no curto prazo. O cenário favorece o tom cauteloso do BC, segundo especialistas.
Entre os especialistas ouvidos, há divergência sobre o ritmo das mudanças nas próximas reuniões. Enquanto alguns veem apenas cortes graduais, outros consideram a possibilidade de manter ou ajustar o passo, conforme o balanço de riscos.
A preponderância de fatores externos mantém a cautela do BC. O petróleo elevado sustenta pressões inflacionárias, mesmo com alívio cambial recente, o que restringe o espaço para cortes mais agressivos.
Para a reunião de junho, o debate se intensifica. Entre 37 instituições, há 18 que esperam o terceiro recuo de 0,25 p.p. e outras 18 veem cortes maiores ou a manutenção da Selic em 14,75%. A decisão ainda ficar aberta à evolução do cenário externo.
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