Meta deve recuar na aquisição da Manus, startup chinesa de IA, após bloqueio da China, aponta o Wall Street Journal. A medida ocorre em meio a tensões entre Pequim e Washington no setor tecnológico. A transação, anunciada em dezembro, está sob escrutínio regulatório global.
A Manus é apresentada como um agente de IA criado por uma empresa fundada na China e com sede atual em Singapura. O governo chinês anunciou, na segunda-feira, a proibição de investimento estrangeiro na aquisição do projeto Manus e a exigência de desistência do acordo.
A decisão chinês foi comunicada pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, principal órgão de planejamento econômico do país, sem mencionar explicitamente a Meta. A Meta afirmou à AFP que a transação cumpriu a legislação aplicável e citou a expectativa de resolução adequada da investigação.
O que levou ao recuo e contexto regulatório
Analistas destacaram a corrida tecnológica entre EUA e China como fator decisivo para a reviravolta. Fontes próximas ao tema afirmaram que investidores da Manus já haviam recebido retornos do acordo, o que complica a mudança de planos.
A Meta, dona do Facebook, havia indicado que a aquisição impulsionaria o uso da Manus para alcançar bilhões de usuários e ampliar oportunidades em seus produtos, sem revelar detalhes financeiros. A afirmação foi feita na época do anúncio, em dezembro.
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