A CNH Industrial, fabricante da New Holland, investiu mais de 100 milhões de reais na fábrica de Curitiba (PR) para preparar a produção de uma nova linha de plataformas de alta performance para colheitadeiras de grãos. A informação foi dada pelo vice-presidente de Marketing da CNH para a América Latina, Eduardo Kerbauy de Freitas Luís, durante a coletiva na Agrishow 2024, em Ribeirão Preto (SP).
A unidade Curitiba passa a ser dedicada à fabricação de plataformas de colheita. Cada modelo será desenvolvido para atender de forma específica a um modelo do portfólio da empresa. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento aos clientes da região.
Sobre o mercado, Kerbauy sinalizou estabilidade a leve retração nas vendas de máquinas agrícolas em 2026, com variação entre estabilidade e queda de até 5%. Os números exatos da New Holland continuam sob confidencialidade, conforme a empresa.
Apesar do cenário desafiador, o executivo destacou que a rentabilidade do produtor é fator decisivo na renovação de equipamentos. O setor de grãos tem registrado queda de rentabilidade, impactando as vendas de colheitadeiras, enquanto tratores de até 100 cavalos apresentam desempenho mais positivo.
Na visão da empresa, altos juros, inflação de insumos e queda nos preços dos grãos colaboram para a desaceleração. O produtor mantém boa geração de receita, mas a rentabilidade vem pressionando decisões de investimento na linha de colheitadeiras de grãos.
Expectativa de desempenho na Agrishow
Ao ser questionado sobre os primeiros dias de feira, Kerbauy evitou balanço imediato, afirmando que muitos pedidos são fechados após o evento. A projeção é de que as vendas permaneçam em nível estável, mas o quadro definitivo deve ser avaliado após o encerramento da feira.
O executivo também comentou a estratégia de biocombustíveis da New Holland. A empresa aposta inicialmente no metano como principal alternativa energética, considerando-o como denominador comum para a evolução de produtos no cenário global. Futuramente, não há impedimentos para novas fontes.
Além disso, Kerbauy ressaltou que setores como pecuária, agricultura em geral e cana-de-açúcar figuram entre os principais polos de geração de biogás no Brasil, o que pode favorecer a adoção de tecnologias movidas a biogás no campo.
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