Tim Draper afirmou em Las Vegas, durante a Bitcoin Conference, que o Bitcoin pode se tornar a base do sistema financeiro futuro ao passo que as moedas fiduciárias perdem valor com migração em massa para a criptomoeda. O alerta foi feito no evento voltado a investidores e entusiastas da criptomoeda.
Segundo o investidor, o deslocamento pode gerar uma “corrida aos bancos”, com varejistas aceitando BTC e, com o tempo, passando a utilizá-lo como única opção. O cenário é apresentado como uma possível mudança estrutural no dinheiro.
Essa transição, na visão dele, seria gradual e ocorreria em etapas: primeiro uso de moedas tradicionais, depois stablecoins ainda atreladas a governos, e por fim o Bitcoin como padrão dominante.
Transição do dinheiro tradicional para o Bitcoin
Draper sustenta que as stablecoins consolidam valor por terem lastro governamental, mas tendem a perder valor, enquanto o Bitcoin tende a se valorizar com o tempo. A ideia é que a adoção evolua para uma moeda digital descentralizada.
O investidor destaca também o papel do BTC na inclusão financeira, citando regiões da África e do Sudeste Asiático onde o ativo facilita remessas e pagamentos internacionais.
De ativo a necessidade estratégica
Antes visto como investimento, o Bitcoin passa a ser apresentado como ferramenta essencial de proteção financeira, segundo Draper. Ele recomenda que empresas reserve de 5% a 15% de BTC para proteção contra crises sistêmicas.
Para famílias, a sugestão é manter pelo menos seis meses de despesas em Bitcoin, enquanto governos poderiam considerar o ativo como parte de reservas estratégicas. Países que não adotarem essa prática podem enfrentar dificuldades em cenários de desvalorização.
Observação: este texto reescreve informações apresentadas pelo investidor em fontes públicas de 2024.
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