Acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar exportações brasileiras em cerca de 11 bilhões de euros, aponta estudo do CIN da FIEMG. O levantamento estima que esse montante corresponde a aproximadamente um quarto da pauta exportadora brasileira para a UE, projetada para 2025.
O estudo destaca que ganhos não se restringem ao agronegócio, mantendo o agro como protagonista, mas ampliando a participação de produtos industrializados de maior valor agregado. Parte das exportações já entra com tarifas reduzidas, mas há espaço para expansão em itens com barreiras tarifárias ainda existentes.
Diversificação e valor agregado
Para o CIN-MG, o impacto positivo está na qualificação da pauta exportadora. Apesar das vendas atuais serem majoritariamente de commodities, o avanço mais significativo pode ocorrer em produtos processados, semielaborados e industrializados, com maior valor agregado.
Itens como café industrializado, sucos, rochas ornamentais, máquinas e insumos industriais aparecem como estratégicos. Setores já integrados a cadeias europeias, como automotivo, farmacêutico e de bens de capital, podem ganhar competitividade com tarifas menores.
Desafios e riscos
O estudo aponta que a abertura comercial pode intensificar a concorrência de produtos europeus no mercado brasileiro, especialmente em máquinas, autopeças, vestuário, calçados, químicos e fármacos. Pequenas e médias empresas podem enfrentar dificuldades.
O acesso ao mercado europeu exige cumprimento rigoroso de normas ambientais, sanitárias, técnicas e de rastreabilidade, o que pode elevar custos. Há também riscos de limitações ao acesso preferencial, como cotas e salvaguardas, que podem reduzir ganhos.
Observações finais
Os ganhos dependem da adaptação das empresas brasileiras às exigências do mercado europeu, de regras de origem e de elevar padrões de qualidade. A avaliação indica uma janela estratégica para reposicionar o Brasil no comércio global, com maior participação em cadeias produtivas internacionais.
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