A Amper revelou seu plano estratégico para 2026-2028, com foco em ampliar significativamente suas operações. A empresa pretende dobrar o valor de sua carteira de contratos, chegando a 1,3 bilhão de euros, principalmente em defesa e energia. As compras previstas integram a estratégia de crescimento inorgânico.
Segundo o grupo, as receitas devem subir de 282 milhões em 2025 para cerca de 820 milhões em 2028, com EBITDA esperado de 130 milhões, ante 46 milhões em 2025. O objetivo é ampliar tanto vendas orgânicas quanto aquisições que fortaleçam a posição no setor.
Estrutura de fusões e aquisições
O CEO Enrique López Pérez informou que entre três e cinco operações com empresas espanholas devem ocorrer para reforçar capacidades em Comunicação, Sistemas de Proteção e Gestão de Armazenamento de Energia. As operações devem gerar aproximadamente 200 milhões em vendas e 40 milhões de EBITDA em 2028.
Ainda sem acordos vinculantes, a empresa prevê assinar pelo menos uma oferta vinculante antes da próxima assembleia de acionistas, em junho. Uma das negociações está quase finalizada, com assinatura possível antes de 15 de maio, conforme o executivo.
Forma de pagamento e sinergias
Entre 20% e 30% do valor das aquisições deverá ser pago em ações, a um preço entre 0,21 e 0,23 euros por ação. Hoje as ações operam em torno de 0,18 euros, com alta recente de cerca de 22% no último mês. O vendedor manteria potencial de valorização com a nova atuação da Amper.
Líder no discurso de consolidação do setor, a Amper reforçou que o país precisa de empresas médias escaláveis e que a Amper pode atuar como plataforma de consolidar. A empresa também sinalizou alinhamento com o Ministério da Defesa e a previsão de anunciar uma aliança internacional relevante em breve, com participação de coinvestidores em parte das transações.
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