O Copom do Banco Central revisou a inflação projetada para 2026 para 4,6%, acima do teto de 4,5% da meta. O anúncio foi divulgado nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, pelo BC em Brasília. A estimativa mantém o cenário de incerteza global como fator central.
O BC, sob a presidência de Gabriel Galípolo, reafirma o compromisso com o regime de metas ao prever que a inflação converge para a meta ao longo do horizonte relevante, apesar da piora na projeção para 2026.
A projeção acima do teto indica maior dificuldade para reduzir a inflação ao centro da meta, o que pode restringir o espaço para cortes adicionais de juros e exigir cautela na condução da política monetária.
O Copom destaca fatores externos, como tensões geopolíticas e condições financeiras globais mais restritivas, além de acompanhar de perto as expectativas de inflação.
Essa leitura sugere que o processo de desinflação pode ser mais lento do que o esperado, fortalecendo a necessidade de manter condições monetárias restritivas por mais tempo.
Entre na conversa da comunidade