O Copom do Banco Central decidiu manter o ajuste da taxa básica em 0,25 ponto percentual. A Selic passa a 14,5% ao ano, em decisão unânime que atende às expectativas do mercado. A ata reiterou cautela frente a o cenário externo.
O BC justificou o movimento pela incerteza internacional, principalmente relacionada aos conflitos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais. O comitê cita volatilidade maior de ativos e de commodities em ambientes emergentes.
Pelas projeções, o mercado ainda vê espaço para novas quedas no curto prazo, mas as perspectivas para a inflação e a nível da Selic vêm se deteriorando. A curva de juros global indica maior incerteza.
Na decisão de março, o BC já havia sinalizado que o ambiente externo ficou mais incerto. A instituição indicou que acompanha impactos da cadeia de suprimentos e dos preços de commodities sobre a inflação doméstica.
Copom comete com o Copom fora da regularidade: a sessão contou com três ausências. Dois diretores já deixaram o BC e outras vagas permanecem sem preenchimento. A ausência de Rodrigo Teixeira reduziu votos para seis.
Participaram da decisão seis votantes, com o restante em licença ou substituição temporária. Os diretores remanescentes acumulam funções para manter a continuidade das deliberações.
A atuação do BC busca calibrar a política monetária diante de choques externos, mantendo o foco na inflação de médias e longas moedas. O comunicado reforça a cautela no cenário global.
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