O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, aumentando as tensões em Brasília e alimentando interesses de curto prazo nos mercados. Mesmo com o revés político, analistas destacam que a atuação de ativos locais continua fortemente influenciada pela cotação do petróleo. A decisão ocorreu nos últimos dias, em Washington e em Brasília, com impactos ainda sendo avaliados pelo mercado.
No ambiente financeiro doméstico, avaliadores ressaltam que a reação foi contida, em parte pela dependência dos ativos brasileiros da direção de preços do petróleo. O Brent, referência global, oscila próximo de US$ 120 por barril na abertura do pregão asiático, sustentando um viés de alta para os ativos de renda fixa e ações.
Para alguns operadores, o cenário político ganha relevância apenas indireta, pois o mercado já sinalizava dúvidas quanto à aprovação de Messias. O recuo pode reduzir a pressão sobre o governo, mas o petróleo segue como fator determinante para direções de curto prazo. Acompanhar a abertura de amanhã é considerado essencial.
Reação de mercado e cenário externo
Analistas dizem que o externo, especialmente questões geopolíticas, tende a influenciar a tendência de preços do petróleo e, por consequência, os ativos locais. O recuo na indicação ao STF não deve provocar mudanças rápidas no fluxo de capitais se o Brent manter a trajetória atual. Fontes do setor destacam que o espaço de ajustes de preços pode ser limitado.
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