Ence encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de 17,6 milhões de euros, metade do registrado nos três meses anteriores. O resultado foi impactado por temporais graves na Espanha e por paralisações na biofábrica de Navia, associadas ao Plano de Eficiência e Competitividade na Celulose.
A empresa também destacou que, apesar das dificuldades, o Ebitda consolidado ficou acima de 1 milhão de euros, frente a 13 milhões do quarto trimestre de 2025. Os números refletem um ano anterior desfavorável, com queda de receitas e de lucros, e a companhia busca inverter o cenário.
Para isso, Ence aposta em recuperação de demanda e de margens a partir de maio, acompanhando o recuo de preços da celulose. A expectativa é de que o preço chegue a 1.430 dólares por tonelada, com negociações próximas de 1.380 dólares e pedidos em 1.330 dólares, segundo a empresa.
Perspectivas e ajustes
A gestão aponta que o aumento da demanda deve favorecer a geração de caixa e a retomada da lucratividade. O enfoque está na melhoria de eficiência e na continuidade da descarbonização, com foco em reduzir custos e ampliar a autonomia energética.
A empresa também vê oportunidades no mercado de celulose especial, que tende a ampliar a margem do negócio. Em 2025, esse segmento gerou ganho adicional e pode responder por uma parcela relevante das vendas até 2028, com crescimento projetado.
Celulose especial e linha fluff
Dentro das celulose especiais, a linha fluff ganha destaque. A Ence informa que já opera a primeira linha com capacidade de 125 mil toneladas, tornando-a pioneira na Europa a produzir fluff a partir de fibra de eucalipto. A produção oferece uma alternativa competitiva à fibra importada.
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