O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) manteve as taxas de juros dos EUA entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira (29), na última reunião de política monetária sob a presidência de Jerome Powell, que deixará o cargo em 15 de maio.
A decisão contou com divergências: quatro membros votantes discordaram do caminho do comitê. Stephen Miran votou pela redução de 0,25 ponto percentual, enquanto Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan defenderam a manutenção, sem adotar viés expansionista.
O Fed citou dados recentes de atividade econômica em expansão, criação de empregos robusta e desemprego estável como fatores que sustentam a maior taxa de juros atual. O comunicado enfatizou um tom moderado entre os votos dissidentes.
Powell encerra um ciclo de liderança em meio a pressões políticas; nos últimos meses, houve recomendações para mudança na presidência. A agenda do Fed permanece voltada a controlar a inflação sem frear demais o crescimento econômico.
Contexto político e indicação para o Fed
Horas antes da divulgação, o Comitê Bancário do Senado aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, abrindo caminho para a votação no plenário nos próximos dias, com expectativa de confirmação praticamente assegurada.
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