O Fed manteve a taxa de juros dos EUA em 3,5% a 3,75% na última reunião de Jerome Powell como presidente. O mandato dele termina em 15 de maio, e Donald Trump indicou Kevin Warsh como substituto. A validação ainda depende do Senado.
A decisão ocorre pela terceira vez consecutiva em meio à pressão de Trump pela redução de juros. O Federal Reserve citou incertezas no cenário externo, com a guerra no Irã elevando os preços globais. A inflação também voltou a acelerar, pressionando o comitê.
O FOMC informou que está pronto para ajustar a política monetária conforme surgirem riscos que possam impedir as metas. A taxa estável contrasta com dados de inflação recente e com o aumento de preços da gasolina, que atingiu, em março, o maior nível em quatro anos. O desemprego caiu para 4,3% em março, porém sem alterar o compasso de juros.
Mudança de liderança no Fed
Powell encerra seu mandato em maio, após liderar o banco durante a pandemia e as mudanças de política de 2020 a 2022. O comitê aprovou a manutenção da curva de juros por 8 votos a 4, em uma das maiores dissidências desde 1992, com críticos à estratégia de flexibilização.
Trump já provocou o banco várias vezes, incluindo críticas diretas a Powell e a pressão para demitir integrantes da diretoria. A indicação de Warsh, caso aprovada pelo Senado, marca a continuidade de um debate intenso sobre a condução da política monetária. Powell permanece como integrante da diretoria até a conclusão do processo.
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