O governo central registrou deficit primário de R$ 73,8 bilhões em março de 2026, o maior para o mês na série histórica, iniciada em 1997, segundo o Tesouro Nacional. A divulgação ocorreu nesta quarta-feira, 29 de abril.
O resultado confirma março com saldo negativo recorde. No mesmo mês de 2025, o Tesouro havia registrado superavit de R$ 1,5 bilhão. A divulgação reforça a dificuldade de ajustamento fiscal neste ano.
As projeções do Poder360 indicavam déficit entre R$ 67 bilhões e R$ 73,7 bilhões; o valor final ficou pouco acima do centro das estimativas.
Contexto Fiscal
A arrecadação federal ajudou a compor as contas públicas, com o registro de R$ 229,2 bilhões em março, o maior valor para o mês desde o início da série em 1995. A alta deve-se, em parte, à produção de petróleo e gás natural, cuja arrecadação teve elevação de 170,1% em relação a março de 2025, chegando a R$ 9,2 bilhões.
A meta de 2026 prevê superavit primário de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual. Sem deduções, o governo afirmou que o déficit restaria em R$ 59,8 bilhões; as deduções somaram R$ 63,4 bilhões, resultando no saldo de R$ 3,5 bilhões.
As deduções estão associadas à Emenda Constitucional 136 de 2025, às leis Complementares 221 e 223 de 2025, que tratam de precatórios, projetos estratégicos de defesa e despesas temporárias com educação e saúde.
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