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Mercado vê Fed e Copom decisões precificadas; tom dos bancos pode guiar movimentos

Mercados precificam corte da Selic e manutenção dos EUA; porém tom de Powell e sinalizações do Copom podem ditar próximos movimentos

Foto: Divulgação/Fed
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O mercado aguarda as decisões de política monetária desta semana, que devem ditar movimentos mais pelas sinalizações futuras do que pelo resultado em si. O Federal Reserve deve manter os juros, enquanto o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto, conforme precificação de investidores. O tom das comunicações será decisivo para os próximos meses.

Especialistas ressaltam que o que realmente importará é o posicionamento de Jerome Powell e do comitê do Fed. O mercado acompanha o chamado dot plot, que revela projeções de juros entre os membros da autoridade monetária e indica o grau de divergência interna. Uma maior dispersão eleva a incerteza para o segundo semestre.

Fed: tom de Powell em foco

Robson Casagrande, especialista da GT Capital, afirma que a probabilidade de manutenção dos juros no Fed supera 85%. O ponto central hoje é o tom do presidente Powell, em um cenário com inflação ainda pressionada e petróleo acima de US$ 100. Um tom mais duro pode repercutir globalmente.

Caso o comunicado traga sinalizações restritivas, há risco de ajustes nos ativos ao redor do mundo. A leitura do mercado date de alta probabilidade de cortes adicionais apenas se o guidance for favorável ou não for claro de que a curva de juros continuará recuando.

Copom deve cortar, mas há dúvidas sobre junho

No Brasil, há consenso de que a Selic será reduzida em 0,25 ponto percentual. A dúvida fica na orientação para a próxima reunião, em junho. O mercado quer entender se o BC sinalizará esse movimento ou manterá flexibilidade.

Casagrande aponta que o comunicado deve ser prudente, evitando direções explícitas para a próxima reunião. A leitura é de que a mensagem priorize equilíbrio e dados, sem comprometer o espaço para eventuais cortes.

Reação de mercados e cenários

Os ativos já refletem parte das decisões esperadas. Caso o Fed adote um tom mais duro ou o Copom sinalize menos clareza para junho, bancos, construção e varejo podem reagir positivamente ou negativamente conforme o conjunto de mensagens.

Para o câmbio, o real se beneficia do diferencial de juros entre Brasil e EUA, que permanece favorável. A alta de petróleo também sustenta exportadores e tende a apoiar o câmbio, no curto prazo.

Onde investir diante do cenário

Especialistas destacam que títulos atrelados à inflação seguem com boa relação risco-retorno. NTN-Bs próximas de IPCA +7% aparecem como prêmio relevante, com potencial de valorização se o ciclo de cortes avançar. Pós-fixados mantêm atração pela liquidez e retorno real estável.

Prefixados exigem cautela, principalmente se não houver confirmação de mais cortes. A recomendação para a pessoa física enfatiza IPCA+, seguido de pós-fixado e, por último, prefixado.

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