A moeda iraniana atingiu novo mínimo histórico no mercado paralelo, com o rial em 1.810.000 por dólar nesta quarta-feira, 29 de abril de 2026, segundo a Isna. A desvalorização ocorre em meio ao bloqueio do Estreito de Ormuz e a escalada militar envolvendo EUA, Irã e Israel, que restringe entradas de moeda estrangeira. A perda de valor também acompanha o recuo das exportações, sobretudo de petróleo.
O rial já recuou quase 15% em dois dias, variando entre 1.760.000 e 1.810.000 por dólar. O período interrompeu seis semanas de relativa estabilidade, quando a demanda por moedas fortes foi afetada pela conjuntura de guerra e pelos feriados do Ano Novo iraniano.
A inflação anual divulgada pelo banco central chegou a 65,8%. Economistas apontam pressão adicional pela necessidade de reconstrução, estimada em mais de US$ 50 bilhões, diante da desvalorização cambial e das restrições ao comércio externo.
Causas e impactos
Autoridades estatais afirmam que medidas de contenção, como injeção de reservas e contratos cambiais acionados, visam frear a alta do dólar. Analistas, no entanto, destacam limitações pela disponibilidade abaixo do ideal de reservas internacionais.
As restrições impostas ao tráfego marítimo na região afetam diretamente as exportações iranianas, principalmente de petróleo, que é a principal fonte de divisas. Com isso, a pressão sobre o câmbio permanece, ampliando o desafio para Teerã.
Mercado interno registra volatilidade; comerciantes relatam dificuldades para planejamento diante da oscilação cambial. Em 2025, o rial já havia perdido cerca de 70% frente ao dólar, alimentando protestos e incerteza econômica.
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