A cotação do petróleo atingiu o maior patamar desde 2022 nesta quinta, com sinais de que não haverá trégua no bloqueio naval dos EUA contra o Irã, incluindo o confisco de petroleiros ligados à República Islâmica. Brent fica perto de US$ 120 o barril e o WTI supera US$ 107.
O bloqueio envolve o estreito de Ormuz, onde o fluxo de petróleo, gás e derivados está quase paralisado desde o início do conflito. Autoridades dos EUA afirmam que a pressão visa coibir vendas de petróleo iraniano.
Donald Trump disse à Axios que não suspenderá o bloqueio até um acordo nuclear, enquanto Teerã mantém postura firme. O governo americano fala em ampliar medidas para pressionar compradores globais de petróleo iraniano.
Mudanças de tema: reação de mercados e eventos recentes
O mercado reage a planos de confisco de dois petroleiros ligados ao Irã, segundo reportagens, e à possível envio de mísseis hipersônicos aos parceiros do Oriente Médio, o que marcaria uso inédito dessas armas.
Autoridades iranianas reafirmam resistência. Mohsen Rezaee, conselheiro militar do Líder Supremo, indicou retaliação caso o bloqueio persista. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, acusa Trump de usar pressão econômica para minar Teerã.
Robert Rennie, da Westpac, aponta que a narrativa de ambos os lados de estar vencendo reduz o incentivo ao diálogo, elevando os preços de energia. Empresas do setor discutem impactos ao consumidor americano.
Perspectivas e impactos de curto prazo
Volumes de Brent com vencimento imediato estão baixos, enquanto contratos de julho se fortalecem acima de US$ 111. O mercado já contesta o equilíbrio entre oferta e demanda por choques na região.
A Agência Internacional de Energia classifica o conflito como o maior choque de oferta já registrado. O Grupo Vitol aponta perda de até 1 bilhão de barris de oferta devido aos bloqueios. Algumas exportações americanas atingem recorde.
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