O Bitcoin (BTC) encerrou abril com alta de cerca de 14%, marcando a melhor performance mensal em 12 meses. A criptomoeda chegou a tocar perto de US$ 80 mil, mas fechou o mês em torno de US$ 76 mil, segundo dados da CoinGecko. O cenário ocorreu mesmo diante de tensões geopolíticas no Oriente Médio e de um ambiente macro incerto.
A alta foi impulsionada por fluxo institucional e por maior apetite ao risco. ETFs de BTC nos EUA registraram entradas relevantes, somando cerca de US$ 2,5 bilhões no mês. Grandes bancos, como Morgan Stanley e Goldman Sachs, reforçaram a presença no mercado, ampliando a liquidez disponível para operações com criptoativos.
No início de abril, o preço sofreu pressão com o choque entre EUA e Irã e a valorização do petróleo, que passou de US$ 110 por barril e levou o BTC a mínimas em torno de US$ 65 mil. A virada veio após a notícia de um cessar-fogo temporário, que diminuiu a pressão inflacionária e permitiu recuperação de ativos de risco, contribuindo para a recuperação do Bitcoin.
Perspectivas e fatores macro
Para analistas, o desempenho de abril sinaliza melhoria de sentimento, ainda que haja resistência relevante na faixa de US$ 80 mil. Aproximei disso, pode ocorrer pausa ou consolidação no curto prazo, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.
O aumento do apetite por risco também ocorreu em função de maior liquidez global e recomposição de posições por mesas institucionais. Analistas destacam que o movimento está vinculado ao comportamento de ativos de risco diante de novas leituras sobre inflação, juros e políticas monetárias.
Entre os impulsionadores setoriais, as altcoins tiveram sinais positivos, com o Ethereum mantendo-se acima de US$ 2 mil e registrando ganhos, sustentando o desempenho do mês para o ecossistema. Outras moedas com maior foco em DeFi apresentaram desempenho variado, com destaque para projetos com maior liquidez.
Para maio, a direção do Bitcoin deve depender do ambiente macro. O preço do petróleo, a cotação do dólar e a trajetória dos juros nos EUA são determinantes para o apetite global por risco. O risco geopolítico na região permanece como variável-chave, com potencial de impactos positivos ou negativos para ativos de risco.
Segundo o analista Rony Szuster, do Mercado Bitcoin, o fluxo de investidores de longo prazo, ETFs e companhias com tesouraria em cripto deve continuar sustentando compras. O mês pode trazer ganhos, desde que haja equilíbrio entre suporte institucional e volatilidade gerada por geopolítica e política monetária.
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