As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta quinta-feira, 30, sob pressão de tensões entre Estados Unidos e Irã. O múltiplo impulso de preços do petróleo ajudou a manter o cenário volátil, enquanto dados chineses mostraram manter-se em expansão.
No Japão, após retorno de feriado, o Nikkei caiu 1,06%, para 59.284,92 pontos. Em Seul, o Kospi recuou 1,38%, a 6.598,87 pontos; em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,28%, a 25.776,53; e Taiwan, o Taiex caiu 0,96%, para 38.926,63.
O desempenho do Kospi no mês vem animado, com ganho de quase 31% em abril, o melhor desde janeiro de 1998, puxado pelo setor de tecnologia e pela redução de riscos geopolíticos no Oriente Médio, segundo a CNBC.
Progresso regional e fatores de preço
O impasse entre EUA e Irã persiste, com o presidente Donald Trump dizendo que Teerã ficará sob bloqueio naval até aceitar acordo sobre o programa nuclear, conforme publicação da Axios.
Em rede social, Trump afirmou que negociações com o Irã ocorrem por telefone, enfatizando o tom de pressão sobre o regime, sem encaminhar anúncio de novo acordo imediato.
O petróleo reagiu a esse ambiente, com o Brent para junho subindo acima de 7%, próximo de US$ 126,50 por barril, o nível mais alto em quatro anos. O contrato de julho avançou quase 4%, próximo de US$ 115 por barril.
Perspectivas na China e na Oceania
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,11%, para 4.111,16 pontos, e o Shenzhen Composto ganhou 0,13%, para 2.776,23. Os PMIs oficiais e da S&P Global avançaram, com leitura oficial de 50,3 em abril e 52,2 pelo índice externo.
A situação no Pacífico ficou estável na Austrália, onde o índice S&P/ASX 200 caiu 0,24%, fechando em 8.665,80 pontos.
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