O produto interno bruto dos EUA avançou 2% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por investimentos em IA e pelo gasto do governo. A despeito disso, o consumo das famílias desacelerou, pressionado pela guerra com o Irã e pela alta de preços de energia.
No quarto trimestre de 2025, o crescimento já havia desacelerado para 0,5%, com o gasto público em contração. O governo federal cortou cerca de 355 mil vagas desde outubro de 2024, representando 11,8% da força de trabalho. No início de 2026 houve recuperação do gasto público, com alta de 10% em relação ao trimestre anterior.
A formação de estoque e investimentos internos registraram aumento: domestic investment subiu 6,4%, pela atuação de ações voltadas a IA e infraestrutura conectada. Já o consumo ampliado 0,3% a menos no fim de 2025, refletindo o ambiente externo e pressões inflacionárias.
Pressão inflacionária e preços do petróleo
O conflito com o Irã elevou as expectativas de inflação. Em abril, a inflação anual ficou em 4,7%, alta de um mês, após 3,8% em março. O preço do petróleo atingiu níveis elevados, com o barril próximo de 126 dólares em abril, marcando avanço recente no mercado global.
O Departamento de Comércio divulgou a leitura inicial do GDP, estimando a economia com base em gastos e investimentos em um mês de conflito. Dados subsequentes devem publicar novas estimativas nas próximas semanas.
Governo, defesa e política monetária
O secretário de Defesa informou ao Congresso que os gastos com a guerra ultrapassaram 25 bilhões de dólares. O governo solicita aprovação de cerca de 1,5 trilhão de dólares em despesas militares adicionais. Em relação à política monetária, o Fed tem enfrentado pressão política para reduzir juros, enquanto mantém a estratégia de esperar diante de impactos do conflito e de tarifas.
O presidente do Fed, em fim de mandato, ressaltou a necessidade de manter a independência da instituição frente a pressões políticas, destacando preocupação com a capacidade de atuação autônoma.
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