As estatais federais registraram déficit de 4,406 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, ante 1,743 bilhão no mesmo período de 2025. Os números, divulgados pelo Banco Central, mostram o peso da gestão de custos e ajustes operacionais em curso.
A maior parte do déficit neste trimestre ficou concentrada em janeiro, com -3,330 bilhões. Fevereiro teve -829 milhões e março, -248 milhões. Em dezembro de 2025, houve superávit de 1,155 bilhão, o que ajuda a entender o ritmo da Open Balance.
A leitura fica ainda mais complexa quando se observa o conjunto das esferas. Ao considerar estatais federais, estaduais e municipais, o déficit somou 5,906 bilhões no 1º trimestre, ante 1,273 bilhão no mesmo período de 2025. O destaque continua sendo janeiro.
As informações mostram que a diferença entre resultados de federais isoladamente e a visão agregada depende de mudanças sazonais e de desempenho setorial. O BC ressalta a necessidade de analisar dezembro de 2025 junto aos dados de início de 2026.
Distribuição por esfera
Entre as esferas, as estatais federais responderam pela maior pressão de caixa, mantendo o ritmo de impactos de ajustes operacionais. Além disso, a leitura técnica dos dados leva em conta a metodologia de cálculo inferior à linha para governos e acima da linha para o Tesouro Nacional.
Observações técnicas
Os números não incluem Petrobras nem bancos estatais públicos como Banco do Brasil e Caixa. A divulgação segue o método de variação da dívida entre as esferas, com base na nomenclatura abaixo da linha.
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