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Desemprego fica em 6,1%, acima do esperado e afeta o bolso

Desemprego fica em 6,1% no trimestre encerrado em março, acima do esperado; afeta renda, mas pode frear pressões inflacionárias

Carteira de trabalho — Foto: Agência Brasil
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A taxa de desemprego brasileira ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março, segundo a Pnad Contínua do IBGE. O resultado foi superior ao intervalo de projeções e a de 6,0% apontada pelo Valor Data. O período anterior registrou 5,8%.

O IBGE divulgou os dados nesta quinta-feira (30). A mediana das projeções indicava 6,0%, com estimativas variando de 5,7% a 6,2%. Apesar do aumento, a taxa de março é a menor para um trimestre encerrado em março desde o início da série, em 2012.

Como isso impacta o bolso do consumidor, no curto prazo, é a renda de quem está empregado. A piora do quadro sinaliza menos pessoas com renda estável, o que pode reduzir o consumo.

Por outro lado, um mercado de trabalho mais contido tende a reduzir pressões inflacionárias. Com isso, o Banco Central pode manter a Selic em patamares elevados para conter preços, elevando o custo de crédito.

Contexto externo e riscos

Atualmente, há um cenário externo relevante: o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O petróleo é o principal insumo afetado, e qualquer alta pode elevar preços de combustíveis, insumos e transporte.

O Irã, fornecedor relevante, controla parte do Estreito de Ormuz. Em caso de agravamento, o custo de produção pode subir para empresas e, consequentemente, para o consumidor, reforçando pressões inflacionárias.

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