Em 2025, empréstimos do Tesouro Nacional a bancos públicos e fundos destinados a políticas governamentais totalizaram R$ 307,2 bilhões, um avanço de 34,5% frente a 2024. O montante foi registrado no Balanço Geral da União, sem ajuste pela inflação.
O crescimento envolve dois conjuntos de valores: haveres financeiros relacionados a operações fiscais e outros empréstimos e financiamentos concedidos. Juntas, as duas categorias explicam o salto observado no saldo de crédito da União.
O saldo de haveres financeiros cresceu para R$ 143,15 bilhões em 2025, alta de 24,75% ante 2024. O repasse ao Plano Brasil Soberano elevou esse patamar, somado a recursos para renegociação de dívidas rurais e ao Renova Frota.
Na outra ponta, os “outros empréstimos e financiamentos concedidos” atingiram R$ 164,1 bilhões em 2025, aumento de 44,3% em relação a 2024. O Fundo Clima foi o principal impulsionador, com ganho de 142,2%.
Entre as fontes, destacam-se empréstimos a bancos públicos, como o BNDES e a Caixa, além de recursos do FGE para o Plano Brasil Soberano e operações de crédito rural. Também compõem a linha o Fundo Social do pré-sal e ações de combate a desastres.
Especialistas veem nesta prática uma forma de contornar restrições fiscais, já que custos e operações não entram no limite de despesas nem no resultado primário. O governo diz que os recursos sustentam políticas públicas e a retomada econômica.
A expansão, segundo analistas, pode ampliar o endividamento e dificultar a tarefa do Banco Central de controlar a inflação. Integrantes da equipe econômica afirmam que as medidas ajudam setores da economia e proporcionam retorno para o país.
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