As estatais federais registraram déficit recorde no 1º trimestre de 2026, segundo dados do Banco Central. O saldo negativo ficou em 4,4 bilhões de reais, o maior da série histórica iniciada em 2002, em comparação ao mesmo período do ano passado.
O resultado reforça a deterioração da parte operativa dessas empresas, excluídas estatais financeiras e também a Petrobras. O déficit avançou 151,2% ante o 1º trimestre de 2025, quando o saldo foi de 1,8 bilhão.
O Banco Central apontou que o indicador mede o déficit pela ótica da política fiscal, influenciando se o Tesouro terá que cobrir lacunas com dívida ou recursos. A metodologia não detalha receitas, custos, ativos, passivos ou lucro líquido.
Desempenho por esfera
Ao nível das estatais estaduais, o saldo ficou negativo em 1,5 bilhão de reais, o maior registrado no período. O resultado evidencia o peso das estratégias regionais de gestão de ativos e passivos, ainda sob monitoramento do governo.
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos contesta a metodologia do BC para medir a saúde financeira das estatais. A crítica é de que números contábeis não são plenamente refletidos, dificultando a leitura da real situação financeira.
A avaliação governamental também lembra que, entre janeiro e setembro de 2025, as estatais como um todo tiveram lucro de 136,3 bilhões de reais, com bancos públicos e Petrobras respondendo pela maioria dos ganhos. O restante teve resultados negativos.
Contexto adicional
Casos emblemáticos apontam para tensões setoriais. Os Correios, por exemplo, registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, mais que triplicando o déficit de 2024. O desempenho das estatais estaduais e federais continua sob acompanhamento para impactos fiscais nacionais.
Entre na conversa da comunidade