A Hyperliquid pode dominar o mercado de previsões ao combinar uma base ampla de usuários com taxas de negociação mais baratas e uma infraestrutura tecnológica robusta. A avaliação é do investidor Arthur Hayes, que aponta o HIP-4 como lançamento-chave. A proposta introduz negociação de eventos, permitindo especular sobre desfechos de eventos futuros, como indicadores econômicos ou decisões políticas.
Hayes aponta que o diferencial não é apenas o custo, mas a combinação de fatores: grande base de usuários, custos baixos e tecnologia avançada. Segundo ele, o HIP-4 pode se tornar um mercado dominante rapidamente, impulsionado por essa tríade.
O elemento estratégico destacado é o token HYPE. O uso do token cria vínculo direto entre a atividade na plataforma e retorno financeiro aos usuários. Em seus termos, quem possui HYPE pode lucrar com a adoção do HIP-4, conectando participação ao crescimento do ecossistema.
Cenário competitivo
A Polymarket, referência do setor, ainda não tem token ativo, mas há expectativa de lançamento. Estimativas iniciais sugerem avaliação menor que a da Hyperliquid, ainda que especulativas.
A Kalshi atua com modelo mais tradicional, sob supervisão regulatória nos EUA. Não há mecanismo de participação econômica no crescimento do negócio, com retorno institucional típico via participação acionária, não via uso direto da plataforma.
Geograficamente, Polymarket e Kalshi enfrentam restrições regulatórias em várias jurisdições. A Hyperliquid, por sua vez, enfrenta menos entraves, especialmente entre usuários da Ásia, onde a negociação cripto já é comum.
Hayes afirma que a combinação de incentivos via token, menor fricção regulatória e base de usuários ativa pode redefinir a dinâmica dos mercados de previsão. O avanço dependerá da evolução regulatória global nesses produtos.
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