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Ibovespa fica estável no fim de abril, oscila 8% no mês com Ormuz fechado

Ibovespa empata no fim de abril, mas mês registrou volatilidade de oito por cento com Ormuz fechado e petróleo em alta

Ibovespa empata o jogo no fim de abril, mas oscila 8% no mês com Ormuz fechado — Foto: GettyImages
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O Ibovespa fechou abril praticamente estável, com leve queda de 0,08%, aos 187.318 pontos. No dia, alta de 1,4%; na semana, perda de 1,8%. No acumulado do ano, ganhos caíram para 16,26%.

Em meio a tensões no Golfo, o petróleo chegou perto de máximas em quatro anos, com Brent acima de US$ 114 por barril. O Estreito de Ormuz seguia fechado, sem previsão de reabertura, dois meses após o início do conflito entre EUA e Irã.

A volatilidade ficou evidente: o Ibovespa oscillou entre 24.315 pontos no alto e próximos de 21 mil pontos, refletindo o risco geopolítico e a cautela dos investidores. O avanço foi contido pela queda de liquidez na bolsa, com investidores cansados de esperar por Ormuz.

O giro financeiro do Ibovespa ficou em R$ 21,5 bilhões, 20% acima da média de 12 meses. Mesmo com o mês de instabilidade, o indicador ficou acima da média, apontando maior atividade em momentos de busca por direção.

A narrativa de março se repetiu em abril, com frustrações nas negociações entre EUA e Irã. Ao longo do mês, seis acordos foram desfeitos em menos de 48 horas, mantendo o temor de um cessar-fogo sustentável.

O dólar à vista registrou queda mensal de 4,4%, encerrando próximo de R$ 4,95. No acumulado do ano, a moeda acumula alta de quase 10% contra o real, influenciando fluxos de capitais e a percepção de risco cambial.

Para o investidor brasileiro, o cenário externo pesou sobre a atratividade de emergentes. O petróleo caro e a inflação global elevaram a inflação tarifária de curto prazo e reduziram a percepção de risco de cortes adicionais de juros no exterior.

As decisões de juros anunciadas indicaram continuidade do ciclo de afrouxamento, mas com o cenário externo mantido como fator limitante. O Copom cortou a Selic para 14,50%, ressaltando incerteza externa causada pelo Oriente Médio.

Nos EUA, a ata da última reunião do Fed trouxe divergência interna. Quatro membros discordaram do viés de afrouxamento, sinalizando maior cautela na condução monetária. Powell encerrou o mandato na presidência, abrindo espaço para nova liderança.

O impacto no Brasil é de maior sensibilidade a cenários de incerteza global. Um Federal Reserve com diretrizes ambíguas aumenta a percepção de volatilidade nos mercados emergentes, exigindo ajuste de estratégias por gestores e investidores.

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