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Impostos sobre gasolina, Desenrola 2 e 6×1 após atropelamento envolvendo Lula

Lideranças do Congresso dizem que pautas de Lula vão avançar, mas nos termos do Legislativo; juros altos e inflação pressionam o governo

Vinicius Torres Freire
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O governo trabalha para que medidas econômicas ganhem velocidade no Congresso, mesmo diante de um cenário de alta oposição. Entre elas estão a redução do imposto federal sobre a gasolina, a continuidade do programa Desenrola 2 e a proposta de redução da jornada de trabalho na forma 6×1. A ideia é manter itens de interesse público em pauta, mesmo com dúvidas sobre a votação.

Lideranças do Congresso afirmam que os projetos devem tramitar, mas em termos alinhados ao espaço político da Casa, não necessariamente aos interesses do governo. A oposição aponta que as pautas podem avançar, desde que haja ajustes e negociações amplas que contemplem o aperto político atual.

A frente de oposição assume tom crítico: os temas são de responsabilidade do governo, mas dependem de negociação no Parlamento. Assim, a articulação tende a buscar apoio de alas distintas, o que complica o caminho para aprovar com rapidez os dispositivos mais populares junto ao eleitorado.

Economia e cenários recentes indicam desafio imediato. Dados de emprego e salários mostraram robustez, conforme pesquisas recentes, ainda que o desempenho não seja suficiente para elevar a popularidade do presidente Lula. O governo sinaliza que resultados favoráveis devem ser consolidados para sustentar as medidas.

Análise de mercado aponta juros mais elevados por mais tempo. A perspectiva é de que a Selic permaneça acima de 13% ao fim de 2026, com inflação próxima de 3,5% em 2029. Essas curvas influenciam o custo de vida, especialmente para famílias de renda até três salários mínimos.

No curto prazo, o impacto de propostas como a isenção do IR para rendas até 5 mil reais é considerado limitado. O ambiente sugere pressões de preços, com risco de alta da alimentação e juros elevados, mantendo o cenário econômico desafiador para o governo.

A combinação de dificuldades políticas com previsões macroeconômicas mais restritivas compõe o quadro. Mesmo que haja avanços, as estratégias para 2026-2027 dependem de consenso parlamentar e de previsões concretas de impacto financeiro, sem abrir espaço para decisões rápidas.

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