A Berkmann Brasil passa por ajustes estratégicos após a saída do CEO argentino Mariano Levy. A matriz inglesa decidiu não preencher imediatamente o cargo no Brasil e ampliar a presença de executivos locais da Berkmann Global no país.
Charles Marshall anunciou que o Brasil terá atuação direta de Rupert Berkmann e dele mesmo, com visitas mais frequentes e atuação em tempo integral nas próximas três semanas. A ideia é manter as vinícolas-chave no portfólio, mesmo diante de resultados insatisfatórios para algumas marcas no mercado brasileiro.
Segundo Marshall, a decisão não altera a participação de marcas importantes, como Antinori e Torres, que passaram por renegociação de portfólio para evitar descontinuações. A Vinitaly, em Verona, foi o marco de um acordo presencial com representantes da Antinori.
Mudança de foco e continuidade
A Antinori, parceira de longa data, permanece no portfólio, após um encontro com Renzo Cotarella e Stefano Leone, conforme informações da direção da Berkmann. A empresa opera no Brasil há 30 anos, com faturamento significativo no Reino Unido e uma filial brasileira com receita estimada em milhões de reais.
A coordenação brasileira vê o reajuste como necessidade de melhorar fluxo de caixa e posicionamento de preços. O objetivo é reforçar o mercado on-trade, com apoio da matriz para investimentos quando necessário.
Além de Antinori e Torres, o portfólio brasileiro inclui Montes, Riccitelli, Simonnet-Febvre e Allegrini, entre outras vinícolas. A Berkmann ressalta que o desafio regulatório e tributário no Brasil segue como fator relevante para margens.
Levy decidiu deixar a presidência seis meses após assumir, encerrando um ciclo ligado ao contrato de non-compete com o grupo Víssimo. Ele, desde 2002, atuava no Brasil, primeiro fundando a importadora Grand Cru, hoje integrada ao Víssimo.
O empresário passará a dedicar-se a outra importadora, a Vinessence, em sociedade com o sommelier Massimo Leoncini, conforme as informações disponíveis.
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