A Petrobras divulgou que a produção média de óleo, líquidos de gás natural e gás natural no primeiro trimestre alcançou 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 16,1% frente ao mesmo período de 2025. A estatal atribui o ganho à ramp-up de plataformas, à eficiência operacional e à redução de perdas durante manutenções.
No trecho de óleo, o pré-sal avançou 17,8% na base anual, para 2,1 milhões de boed, com elevação também no pós-sal e no ultra profundo, que registraram crescimento de 10%. Os volumes de gás natural subiram 16,5%. A entrada de 10 novos poços produtores contribuiu para o desempenho, segundo a empresa.
No segmento de derivados, a produção total cresceu 6,4% no trimestre, para 1,8 milhão de barris por dia (bpd). Diesel, QAV e gasolina representaram 68% da produção de derivados de janeiro a março, com a maior produção ampliando vendas domésticas e reduzindo importações.
A demanda interna acompanhou o ritmo de inserção de óleo no mercado, com as vendas de derivados no país subindo 2,9% frente ao 1º trimestre de 2025, conforme a Petrobras. A avaliação é de que o incremento reflete maior competitividade da companhia em mercados estratégicos.
O fator de utilização do parque de refino atingiu 95%, um avanço de 6 p.p. ante o trimestre anterior. Em março, o FUT chegou a 97,4%, o maior nível desde dezembro de 2014. No mês, houve recorde de produção de diesel S10, derivado com menor teor de enxofre.
As exportações de óleo tiveram alta de 73,9% na comparação anual, puxadas pelo aumento da produção. China e Índia passaram a adquirir mais volumes da Petrobras no período, segundo a estatal. A companhia segue monitorando o mercado global e os impactos sobre preços e demanda.
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