A redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, anunciada nesta quarta-feira (29), fez com que a Selic passasse a 14,5% ao ano. Foi a segunda queda consecutiva no ano, mas entidades do setor produtivo avaliam a medida como insuficiente.
O economista Ricardo Buso afirmou que o recuo, embora seja uma mudança esperada pelo mercado, não muda o cenário atual. A projeção de inflação tende a ficar acima da meta, chegando a margens próximas de 4,5%, o que complica decisões de investimento.
Segundo ele, a manutenção de juros elevados ainda impacta investimentos, consumo e renda, ampliando o endividamento das famílias. Ainda conforme a leitura de especialistas, o Banco Central precisa manter cautela até que novas informações de inflação e atividade econômica se tornem mais claras.
O BC justificou a postura pela necessidade de cumprir metas de inflação. Mesmo com o equilíbrio do mercado de trabalho, a autoridade monetária ressalta riscos de salários pressionados e exige dados consistentes para novas quedas na taxa básica de juros.
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