O Banco Central confirmou o corte da Selic para 14,5% ao ano, mas sinalizou um cenário mais desafiador para a política monetária. A inflação continua pressionada e o ambiente externo aumenta a sensibilidade das decisões futuras. Com isso, o investidor passa a precisar de mais estratégia e menos visibilidade.
Em entrevista ao Janela de Mercado, Marcelo Freller, estrategista do C6 Bank, destacou que o momento favorece uma alocação mais equilibrada na renda fixa. O cenário atual incentiva escolhas cuidadosas entre proteção e potencial de ganho, diante da incerteza de curto prazo.
Renda fixa como eixo de aposta
Títulos atrelados à inflação (IPCA+) aparecem como a principal opção, pois oferecem proteção em cenários de alta inflacionária e potencial de valorização caso os juros reais recuem. Freller aponta que esses ativos ajudam a defender a carteira e a capturar ganhos quando o ambiente melhora.
A atratividade dos IPCA+ é reforçada pelo posicionamento relativo entre classes de ativos. Enquanto bolsa e câmbio já refletiram parte do rali recente, os juros reais permanecem em patamar elevado, abrindo espaço para valorização dos papéis indexados ao IPCA.
Para investidores mais conservadores, os títulos pós-fixados continuam cumprindo papel central. Mesmo com a queda da Selic, a taxa ainda oferece retorno alto com menor volatilidade, servindo como base das estratégias de renda fixa.
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