O Copom do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual. A taxa passou de 14,75% para 14,5% ao ano, segunda queda seguida. O movimento busca sinalizar menor custo de crédito para a economia.
O comentário do analista Guido Orgis, da Gazeta do Povo, aponta que a redução foi pequena e que o BC mostra pouco espaço para avançar. Ele avalia que a taxa continua elevada e ainda influencia a atividade econômica.
Para Orgis, a política fiscal do governo Lula contribui para manter o juros alto. Ele cita quatro anos de estímulo fiscal e planos eleitorais que reduzem o espaço para cortes adicionais.
Análise sobre combustíveis e petróleo
O repórter aborda os efeitos da guerra no Irã sobre o preço dos combustíveis. O Estreito de Ormuz permanece fechado, elevando o preço do barril acima de US$ 100, o que pode pressionar a inflação no Brasil.
Guido alerta que choques de gasolina e diesel podem exigir revisão da política de juros se persistirem. Ele aponta ainda uma possível pressão de custo para o consumidor final.
Programas e custos públicos
O governo prepara o Desenrola 2, programa para renegociação de dívidas, permitindo uso de até 20% do FGTS para quitar débitos. Estima-se um custo de até 9 bilhões de reais aos cofres públicos.
A ideia de financiar o programa com valores retidos em bancos é discutida, mas gera controvérsia. A reportagem ressalta a necessidade de equilíbrio fiscal e de reduzir juros para favorecer a renda da população.
Entre na conversa da comunidade