Representantes da indústria, do varejo nacional e centrais sindicais divulgaram um manifesto contra a possível eliminação da taxação de produtos importados até US$ 50, conhecida como a “taxa das blusinhas”. O ato ocorreu nesta quinta-feira (30 de abril de 2026) em Brasília, na Esplanada dos Ministérios. O texto é assinado por 70 entidades.
O manifesto defende que a cobrança de impostos sobre plataformas estrangeiras ajudou na geração de empregos, na elevação da renda e no retorno do crescimento do setor varejista e da indústria. Segundo o documento, foram criados 860 mil empregos no comércio e 578 mil na indústria desde 2023, além de recordes de massa salarial e renda média.
O material também apresenta dados sobre o desempenho do varejo de vestuário e calçados, que registrou crescimento real de 5,5% entre agosto de 2024 e junho de 2025, após queda de 0,6% entre 2023 e 2024. A partir de pesquisa apresentada no manifesto, 12% dos consumidores teriam deixado de comprar em plataformas internacionais após a retomada da taxação de importação, migrando para lojas que atuam no Brasil.
Nessa quinta-feira, o protesto foi organizado pela Coalizão Prospera Brasil e liderado pela ABVTex, Associação Brasileira do Varejo Têxtil. As entidades criticam o tratamento tributário aplicado às plataformas internacionais de e-commerce e pedem condições equivalentes com empresas nacionais.
Durante a mobilização, foi estendida uma camiseta de 70 metros por 90 metros com a frase “Se baixar imposto para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”, para simbolizar a defesa da taxação.
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