A Venezuela anunciou nesta quinta-feira o aumento de 26% do ingresso mínimo integral, elevando-o de US$ 190 para US$ 240. A medida foi anunciada pela líder interina Delcy Rodríguez, em meio a protestos de trabalhadores que reivindicam salários maiores devido à inflação de dois dígitos.
O ingresso mínimo inclui bônus além do salário mínimo de 130 bolívares, equivalente a cerca de US$ 1,39, segundo o regime. Rodríguez não detalhou a parcela que vem do salário-base e a que vem dos bônus. A inflação anual ficou em 649% em março, segundo o Banco Central.
Detalhes da medida e impactos
A aposentadoria também receberá reajuste: pensões passam a US$ 70, um aumento de 40%. Trabalhadores do setor público continuam com o maior grupo de beneficiários, com mais de 3 milhões de funcionários e cerca de 5 milhões de pensionistas. Os bônus, no entanto, elevam o custo para o governo.
O anúncio ocorre após protestos de servidores e trabalhadores de educação, saúde e serviços públicos. Manifestações contra a inflação e o custo de vida foram registradas em várias cidades, com a presença de forças de segurança para evitar tumultos.
Perspectiva e contexto
O governo venezuelano mantém negociações com aliados internacionais e busca manter o apoio interno em meio a tensões políticas. A desvalorização do bolívar aumenta o peso dos benefícios totais pagos pelo Estado, estimados em centenas de milhões de dólares.
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