O Brasil enfrenta dificuldades para ganhar relevância na área de IA em nível global, segundo o CEO da SoftBank para a América Latina, Alex Szapiro. Em participação no programa É Negócio, Szapiro afirmou que fabricar chips para IA exige investimentos bilionários que países em desenvolvimento costumam ter dificuldade de mobilizar. Ele destacou ainda que a capacidade de energia do Brasil não sustenta plenamente a infraestrutura necessária para IA avançada.
Segundo Szapiro, o cenário atual coloca o Brasil na relação entre capacidade energética, capital humano e investimento. No domínio de modelos fundamentais de IA, empresas como OpenAI e Anthropic dominam o mercado, o que dificulta a formação de players nacionais com capacidade de competir em Large Language Models (LLMs). O mercado global de LLMs é majoritariamente controlado por grandes nomes como X, Meta, OpenAI e Anthropic.
Há, porém, oportunidades na chamada camada de aplicações, no topo da pirâmide tecnológica. Dados locais podem oferecer vantagem competitiva significativa para soluções de IA. Szapiro citou como exemplo a Blip, plataforma que gerencia conversas entre empresas e clientes via canais como o WhatsApp, destacando aplicações que vão além de simples chatbots.
Para o investidor ouvido, áreas como produção de semicondutores e desenvolvimento de LLMs demandam investimentos bilionários e talento especializado. Ainda assim, a camada de aplicações permite explorar nichos com dados específicos do mercado brasileiro, abrindo espaço para soluções mais aplicadas e locais.
O programa É Negócio é uma parceria entre NeoFeed e CNN Brasil, com entrevistas de executivos de grandes empresas do Brasil. Novos episódios vão ao ar aos domingos, às 20h45, na CNN Brasil, com reprise às quartas, às 19h15, no CNN Money.
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