O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º de maio, após décadas de negociações. O objetivo é reduzir tarifas, facilitar investimentos e ampliar o comércio entre blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas.
O acordo coloca o Brasil em um mercado de cerca de US$ 22 trilhões em PIB agregado. A implementação gradual começa a produzir impactos já no curto prazo, com a eliminação de tarifas para muitos produtos exportados pelo Brasil para a UE.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos itens exportados pelo Brasil para a UE terão tarifa zerada desde o início da etapa. Analistas destacam efeitos sobre preços de consumo e competitividade industrial.
Impactos esperados para o consumidor e setores
Analistas apontam potencial queda de preços de produtos importados como vinhos, azeites, queijos e alguns lácteos. Também há expectativa de entrada de marcas antes não comercializadas no Brasil, incluindo chocolates premium.
Mudanças devem ocorrer em veículos, medicamentos e insumos para o agronegócio, com reduções de tarifas sujeitas a cronogramas por setores. Em contrapartida, exportações brasileiras de agro e calçados devem crescer com menos barreiras.
O que muda para o Brasil na prática
O acordo prevê liberação tarifária imediata ou gradual para 91% das importações brasileiras da UE e 95% das exportações do Brasil para o bloco. O efeito sobre preços dependerá de câmbio e de fatores setoriais.
Especialistas destacam impacto indireto: redução de custos de insumos e máquinas pode baratear produtos nacionais. Pesquisas do Ipea indicam crescimento de investimentos e leve impulso ao PIB entre 2024 e 2040.
Contexto institucional e garantias
O acordo foi desbloqueado no final de 2025, após salvaguardas aprovadas pela União Europeia para proteger agricultores europeus, sobretudo de França. Essas salvaguardas definem condições para suspender temporariamente parte das vantagens tarifárias.
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