Os produtos esportivos falsificados já correspondem a 34% do mercado brasileiro, segundo Renato Jardim, diretor-executivo da Ápice. A audiência pública ocorreu na Câmara dos Deputados na terça (28/abr/2026). O relato aponta impacto direto no comércio legal.
Jardim afirmou que 225 milhões de peças pirateadas foram vendidas em 2025, gerando um prejuízo estimado de 32 bilhões de reais. Além disso, o governo deixou de arrecadar cerca de 7 bilhões em impostos, e 60 mil empregos formais deixaram de ser criados na produção das mercadorias.
O representante destacou que o comércio eletrônico intensificou a pirataria, ampliando desafios de fiscalização. Segundo ele, o online reduz fronteiras, elevando pulverização e dificultando monitoramento em plataformas digitais.
Impactos e respostas
Edmundo Lima, da Associação Brasileira do Varejo Têxtil, disse que o setor enfrenta concorrência desigual com plataformas internacionais, que chegam com tributos menores. Empresas nacionais acusam desvantagens competitivas frente a sites de origem incerta.
Lopes, coordenador da Comissão Externa sobre Pirataria, sugeriu monitoramento contínuo das marcas e envio de dados ao Procon para responsabilizar infratores. A partir de maio, a comissão pretende notificar influenciadores envolvidos na venda ilegal.
Representantes de grandes plataformas defenderam ações contra pirataria. Lailla Malaquias, da associação de membros como Amazon, Shein e AliExpress, citou o Remessa Conforme da Receita Federal, lançado em 2023, como exemplo de fiscalização robusta no comércio eletrônico internacional. A régua de regularidade das encomendas é mantida acima de 98%.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Câmara de Notícias, em 28 de abril de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, adaptado ao padrão do Poder360.
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