Após o anúncio de Donald Trump de elevar para 25% as tarifas sobre carros e caminhões da União Europeia, o presidente da associação automobilística alemã VDA pediu negociações rápidas entre EUA e UE para honrar o acordo comercial existente. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (1º).
Hildegard Mueller afirmou que o custo dessas tarifas adicionais seria enorme e poderia atingir também os consumidores nos EUA. O presidente americano justificou o aumento pela não conformidade do bloco com o acordo vigente.
A VDA coordena as montadoras, o maior polo industrial da Alemanha, que enfrenta demanda fraca na região, a transição para veículos elétricos e a concorrência chinesa. EUA e UE já haviam fechado um acordo comercial limitado que reduziu tarifas a 15%.
Contexto e próximos passos
As autoridades americanas criticam a lentidão da UE em implementar sua parte do acordo. A UE aprovou o pacto no início deste ano, mas a ratificação foi adiada por episódios políticos, incluindo a campanha de Trump pela Groenlândia.
Segundo o acordo, exportações europeias de automóveis, farmacêuticos e semicondutores para os EUA tinham tarifa de 15%. A escalada de tensões ocorre num momento de esforço de Washington para ampliar cadeias de suprimentos de minerais críticos com parceiros, inclusive na Europa.
Apesar de decisão da Suprema Corte dos EUA, no início do ano, que impediu Trump de usar poderes de emergência para tarifas rápidas, as tarifas sobre carros continuam em vigor por outra base legal, sem alterações.
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