Exxon Mobil e Chevron registraram queda no lucro no primeiro trimestre, mesmo com o avanço dos preços do petróleo, impulsionado por interrupções de entrega no Oriente Médio. A performance é atribuída a impactos de volume e de timing das operações.
A Exxon reportou lucro de 4,2 bilhões de dollars, ante 7,7 bilhões no mesmo período do ano anterior. A Chevron teve lucro de 2,2 bilhões, contra 3,5 bilhões no primeiro trimestre anterior. Mesmo assim, ambos ficaram acima das expectativas do mercado.
A direção das empresas destacou efeitos de tempo e de volume no Oriente Médio, que reduziram os ganhos destacados no relatório. Sem esses efeitos, a Exxon informou lucro de 8,8 bilhões no período; a Chevron apontou impactos de cerca de 3 bilhões.
Contexto e declarações
A empresa de energia afirmou que, ao fechar o trimestre em um mercado volátil, ocorre o alongamento entre a venda de hedges e a entrega física das reservas, o que pode postergar ganhos para períodos subsequentes.
Commentários de executivos ressaltam que parte da demanda atual está sendo atendida pela atividade de hedge, com o benefício operacional não totalmente registrado no trimestre em questão.
Panorama do setor e mercado
O quadro geral mostra que o petróleo manteve patamar elevado, com os preços atingando níveis não vistos desde 2022 por causa do conflito no Irã e da situação no Estreito de Hormuz. Pequenas empresas já registram ganhos adicionais, como a BP.
A BP informou lucro trimestral mais que dobrado, atribuindo o resultado à atuação de trading de petróleo, o que reacendeu discussões sobre impostos sobre lucros extraordinários.
Implicações para consumidores e economia
Os preços da gasolina continuam em alta; a média nacional chegou a 4,39 dólares por galão, contra 3,19 dólares um ano antes. O público acompanha riscos de inflação elevada e desaceleração do emprego no cenário regional.
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