O setor de florestas plantadas no Brasil atingiu 10,52 milhões de hectares em 2024, um aumento de 2,8% frente a 2023, segundo a Ibá. A produção histórica abrange celulose, papel e painéis de madeira, reforçando a bioeconomia nacional.
A produção está concentrada principalmente em eucalipto, que ocupa 8,1 milhões de hectares, seguido pelo pinus, com 1,9 milhão de hectares. Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina formam o polo produtivo.
A produtividade média do eucalipto atingiu 34,4 m³ por hectare por ano, impulsionada por genética, manejo e tecnologia. Ciclos mais curtos reduzem custos e elevam a competitividade internacional.
Para o produtor rural, as florestas plantadas representam diversificação de renda e integração produtiva. Expansões ocorrem em áreas marginais e em sistemas integrados, ampliando opções dentro da porteira.
Globalmente, a demanda por produtos renováveis sustenta o crescimento do setor. Minas Gerais destaca-se como polo de escala, com forte integração entre produção e indústria.
A cadeia florestal registrou receita bruta de R$ 240 bilhões em 2024, com 25,5 milhões de toneladas de celulose, mantendo a liderança mundial nas exportações. A produção de papel alcançou 11,3 milhões de toneladas e os painéis, 9,7 milhões de m³.
O emprego direto somou 717,9 mil, enquanto os empregos diretos e indiretos totalizaram 2,8 milhões, com potencial de chegar a 3,86 milhões ao considerar efeitos indiretos. O setor exerce impacto significativo na renda e na economia local.
Do ponto de vista ambiental, a expansão se dá principalmente sobre áreas degradadas, contribuindo para recuperação de solo, proteção de recursos hídricos e captura de carbono. O setor é visto como estratégico para a transição a uma economia de baixo carbono.
Com alta produtividade, escala industrial e demanda global crescente, as florestas plantadas se firmam como um dos vetores-chave de crescimento sustentável no agro brasileiro.
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