De acordo com a decisão tomada, a bandeira amarela na conta de luz entrará em vigor, elevando o custo em 1,88 por cada 100 kWh consumidos. A medida decorre da queda no nível dos reservatórios, em decorrência da falta de chuvas típica da época.
O economista Fernando Agra afirma que o peso sobre a fatura decorre do acionamento das usinas termoelétricas para compensar a menor disponibilidade de água. O ajuste busca equilibrar custos de geração com a demanda sazonal.
Segundo Agra, o efeito na renda disponível das famílias é significativo. Com mais dinheiro gasto na energia, há menos recursos para alimentação, aluguel e outras despesas básicas, o que pode reduzir o poder de compra da classe trabalhadora.
A visão do economista é de que investimentos em fontes alternativas de energia poderiam reduzir o impacto futuro. Ele aponta que a expansão de energia solar tem avançado, mas ainda não atende toda a demanda do setor industrial e residencial.
Em termos de produção, o aumento no custo da energia elétrica eleva o custo de produção de empresas. Com isso, há potencial de repasse dos gastos para o consumidor final, o que alimenta pressões inflacionárias.
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