Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Desenrola pode perder caráter excepcional, afirma Inhasz

Desenrola 2.0 permite usar FGTS para quitar dívidas com descontos de até noventa por cento; impacto de R$ 4,5 bilhões no fundo e risco de programa recorrente, com restrição de apostas por um ano

Photo
0:00
Carregando...
0:00

O governo deve anunciar oficialmente o Desenrola 2.0, programa que amplia o acesso ao FGTS para quitar dívidas com descontos de até 90%. O público-alvo terá renda mensal de até cinco salários mínimos, e o objetivo é estimular o consumo em meio a uma desaceleração econômica.

Segundo estimativas do Ministério do Trabalho, o impacto financeiro no FGTS deve ficar em torno de 4,5 bilhões de reais. A medida visa reativar o mercado e preservar empregos ao incentivar a quitação de débitos com condições mais favoráveis para o saldo disponível.

Especialistas apontam riscos, como a possível perda do caráter excepcional do programa. Com a repetição de uma renegociação em menos de três anos, há preocupação de que a população passe a ver o Desenrola como recurso permanente.

Riscos e impactos

A economista Juliana Inhasz, do Insper, alerta que o uso do FGTS pode comprometer a segurança financeira futura do trabalhador ao substituir renda presente por pagamento de dívidas. O efeito pode reduzir a poupança de longo prazo.

A professora também ressalta que a medida pode gerar novas ondas de endividamento e inadimplência, além de elevar margens de juros para bons pagadores. A avaliação é de que o programa não resolve, a longo prazo, causas estruturais do endividamento.

ARRESTRIÇÕES EQUESTÕES ADICIONAIS

Outra novidade anunciada é a proibição de acesso a sites de apostas esportivas por um ano para quem aderir ao Desenrola 2.0. A especialista frisa a necessidade de dados públicos que expliquem o papel das apostas nesse endividamento.

Inhasz aponta que os problemas estruturais do endividamento brasileiro envolvem baixa produtividade, renda insuficiente e pouca educação financeira, aspectos que o programa não aborda diretamente. Ela ressalta que o Desenrola funciona como paliativo de curto prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais