O CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, afirmou neste sábado, durante a reunião anual de acionistas em Omaha, que os negócios do grupo na área química enfrentam pressão de curto prazo devido à escalada dos custos de insumos derivados do petróleo, impactados pelos conflitos no Oriente Médio.
Abel informou que o preço dos insumos da indústria química praticamente dobrou em um curto período, resultado direto das tensões regionais e da volatilidade do petróleo. Ele reforçou que a empresa busca manter o equilíbrio repassando parte dos aumentos aos contratos, na medida do possível.
Segundo o executivo, o objetivo é cuidar do cliente, encontrar as respostas certas e gerenciar os desafios para criar valor. Mesmo com a queda ou estabilidade do lucro nessa unidade, as entregas aos clientes seguem conforme as necessidades.
Desdobramentos
Abel destacou que o reequilíbrio deve ocorrer ao longo do tempo, com reajustes de preços que podem ocorrer e, posteriormente, amenizar gradualmente. A Berkshire não pretende investir para explorar a valorização recente do petróleo.
O CEO ressaltou ainda que a estratégia da companhia é manter retornos de longo prazo, sem colocar ativos em risco para ganhos de curto prazo provocados pela alta do petróleo.
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